Escolher os livros foi uma das partes mais difíceis.
Não por falta deles, mas porque escolher livros é sempre escolher uma parte de nós próprios.
No Dream Guincho, os livros não foram pensados como decoração.
Foram pensados como companhia.
Há livros nas salas, nos recantos, nos quartos.
Espalhados como se alguém os tivesse acabado de pousar para ir fazer um chá.
Não há uma biblioteca fechada nem uma lista definitiva.
Há histórias que se cruzam.
Livros que ficam.
Livros que partem.
Alguns hóspedes levam um livro consigo.
Outros deixam um para trás.
Nunca criámos regras sobre isso.
Acreditámos que quem ama os livros sabe cuidar deles e de tudo o que representam.
Os quartos têm nomes de histórias, porque dormir é também uma forma de continuar um livro no nosso interior.
Porque a tranquilidade começa muitas vezes assim: com o silêncio, uma boa cama e uma frase que perdura.
Gostamos de pensar na casa como um lugar onde existem livros.
Livros usados, sublinhados, marcados pelo tempo.
Livros que nada explicam, mas que nos ajudam a permanecer.
Diz-se que Lord Byron se sentia em casa em locais onde o tempo parecia abrandar.
Gostamos dessa ideia.
A ideia de que uma casa ou um hotel é também feito de palavras que não exigem atenção imediata.
Aqui, os livros ajudam a criar esse ritmo.
Eles não chamam por nós.
Eles esperam.
No Dream Guincho, os livros fazem parte da tranquilidade.
Como uma janela aberta, como uma tarde sem planos, como estar em casa mesmo quando estamos longe dela.
















