Alguns doces pertencem a um lugar.

As Areias de Cascais são um deles.
Pequenas, redondas, quase frágeis.
Farinha, manteiga e açúcar.
Nada além do essencial.
O nome vem do gesto final. Depois de cozidas, são passadas por açúcar e cobertas por uma fina camada que lembra a areia clara das praias de Cascais.

Areias de Cascais.

Diz-se que surgiram pela primeira vez nas cozinhas de Cascais no final do século XIX, quando a vila era ainda, em grande parte, uma comunidade de pescadores e de casas voltadas para o mar. A receita era simples, feita com ingredientes que já existiam em qualquer cozinha, e rapidamente passou de casa em casa antes de chegar às pastelarias locais.
Com o tempo, tornaram-se parte da identidade da vila.
Uma das primeiras versões escritas da receita surge no livro “A Cozinha Ideal”, de Manuel Ferreira, publicado em 1933. Nessa altura, as Areias já faziam parte da memória culinária de Cascais. Cada casa tinha a sua versão. Uns faziam-nas com manteiga, outros com banha. Quase todos guardavam o seu pequeno segredo.
O resultado é sempre o mesmo.

Um biscoito delicado que quase se desfaz antes de terminar.

Em Cascais, ainda são vendidas em pequenos sacos de papel.
Comidas devagar.
Uma após outra.
A poucos minutos do Dream Guincho, continuam a ser um daqueles pequenos prazeres que vale a pena descobrir.

No Dream Guincho, também as fazemos.
A Sofia segue a receita tradicional com total respeito pelo original. Sem invenções. Sem atalhos. Como em muitas coisas da cozinha portuguesa, o segredo está simplesmente em bons ingredientes e no gesto certo.

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